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[SÉRIE CPI] Secretário de Agricultura detalha uso de máquinas, nega irregularidades e afirma que acompanhamento é feito no dia a dia

Por Daniel Bezerra | 03/05/2026

Em oitiva na Câmara Municipal, o secretário de Agricultura de Três Marias, Eustáquio Reinaldo Rezende, prestou esclarecimentos à CPI que investiga possíveis irregularidades em contrato de máquinas utilizadas em serviços rurais e urbanos.

O depoente detalhou a rotina da secretaria, o uso de motoniveladoras e a forma de acompanhamento da execução dos serviços.


1. Atribuições da Secretaria de Agricultura

O secretário afirmou que a pasta atua em diversas frentes operacionais:

“Tem estradas, recuperação de estradas, abastecimento de águas nos chacreamentos e serviço de aração pros produtores rurais.” [00:06:21]


2. Uso diário de máquinas e demanda contínua

Reinaldo declarou que o uso de máquinas é constante:

“Isso aí é todo dia, toda hora.” [00:07:19]

Segundo ele, a definição das frentes de trabalho ocorre conforme necessidade operacional.


3. Acompanhamento dos serviços

O secretário afirmou que acompanha pessoalmente quando possível:

“Eu sou um dos primeiros a chegar no setor de transporte todo dia.” [00:08:29]

Disse que também recebe apoio de servidores:

“Quem me auxilia nisso aí é o Afonso. Tem o Ronaldo também.” [00:10:00]


4. Solicitação e uso de máquinas

Reinaldo afirmou que solicitou o uso da máquina na Agricultura e também pediu reforço de equipamentos:

“Eu solicitei até duas, porque só com uma não faz nada.” [00:11:38]


5. Definição de trabalho e planejamento

O secretário disse que a execução segue planejamento por regiões:

“Enquanto não acabar lá, a gente não vem não.” [00:34:02]


6. Fiscalização e controle

Reinaldo afirmou que o controle é feito no dia a dia:

“Eu sei todo dia onde que eles estão, o trecho que eles estão fazendo.” [00:30:37]

Disse não ter conhecimento formal sobre fiscais de contrato:

“Se tem eu não conheço.” [00:20:25]


7. Relatórios e medições

O depoente afirmou não ser responsável direto pelos relatórios formais:

“Esse relatório chega pronto para mim.” [00:29:06]

Sobre o uso de horímetro, explicou:

“A medição é feito pelo horímetro.” [00:32:25]


8. Jornada de trabalho registrada

Questionado sobre registros de 7h às 17h, afirmou não ter controle direto:

“Eu acredito que seja o momento que ela tava disponível.” [00:11:14]


9. Condições operacionais

Reinaldo afirmou que paradas são normais e pontuais:

“Isso é normal.” [00:18:16]

Relatou que eventuais falhas foram de curta duração:

“Foi questão de horas.” [00:18:21]


10. Pagamentos e contrato por hora

O secretário afirmou que o contrato é por hora e que a quantidade é limitada:

“180 horas é muito pouco.” [00:35:06]

Disse não ter identificado irregularidades:

“Acredito que não.” [00:24:48]


11. Relação com empresa e operadores

Reinaldo afirmou conhecer o operador e o responsável técnico da operação diária.

Disse que não há influência na contratação:

“Esse assunto não foi falado não.” [00:40:00]


Enquadramento técnico

O depoimento sustenta que a Secretaria de Agricultura atua de forma operacional, com acompanhamento diário de máquinas, sem controle formal sobre relatórios de medição ou fiscalização contratual estruturada.

A CPI deverá confrontar as declarações com documentos de medição, registros de jornada e designações formais de fiscalização no processo investigado.


Metodologia de Análise das Oitivas:

A análise foi realizada com base no confronto direto entre o conteúdo da denúncia e os depoimentos prestados nas oitivas da CPI, utilizando exclusivamente informações constantes nos documentos oficiais e nas falas registradas.

O procedimento consistiu na identificação dos pontos centrais da denúncia — como contratações, valores, vínculos e funções — seguida da verificação desses elementos nos depoimentos, com o objetivo de identificar confirmações, contradições ou ausência de correspondência.

Foram considerados, de forma objetiva, os dados apresentados nas oitivas, incluindo declarações das testemunhas, valores informados, natureza das funções exercidas e justificativas apresentadas, sempre preservando o conteúdo original das falas.

A organização do material prioriza a exposição de convergências e divergências entre a denúncia e os depoimentos, sem acréscimo de informações externas ou interpretações, limitando-se ao que foi efetivamente declarado e documentado.

O conteúdo possui caráter estritamente informativo, baseado na verificação e comparação dos elementos disponíveis, não constituindo juízo de valor ou conclusão sobre responsabilidade dos envolvidos.